Verde Sentido: o Roteiro Enogastronómico do Douro e Baixo Tâmega que promove enoturismo, vinho e outros produtos endógenos, de sete municípios

Fui desafiada pelo Projecto “Verde Sentido” a fazer o Roteiro Enogastronómico do Douro e Baixo Tâmega. Foram 4 dias intensos, mas de grande descoberta de mais uma parte de Portugal que eu não conhecia.

Partilho consigo um pouco do que eu vi e provei nestes dias pelo Douro e Baixo Tâmega.

O DOURO E BAIXO TÂMEGA

Antes de mais, onde é o Rio Tâmega? Este é um dos muitos rios internacionais que nascem em Espanha e desaguam em Portugal. Neste caso, o Tâmega entre em território nacional pelo Norte – atravessando as cidades de Chaves, Terras de Basto, Amarante – e desagua no Douro, já muito perto de Marco de Canaveses

A zona do Douro e Baixo Tâmega integra 7 Municípios: Amarante, Baião, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Marco de Canaveses, Mondim de Basto e Resende. Portanto, a pouco mais de uma hora de carro da cidade do Porto ou hora e meia de Viseu.

Todos estes municípios fazem parte da região vitivinícola do Vinho Verde.

PROJECTO “VERDE SENTIDO”

Estes 7 Municípios uniram-se para afirmar o Douro e Baixo Tâmega como destino enoturístico obrigatório.

Assim, criaram o “Roteiro Enogastronómico Verde Sentido” que junta um conjunto de experiências turísticas e gastronómicas, dando a conhecer o território, as tradições e costumes, gastronomia, hotelaria e atividades culturais e os seus produtos endógenos.

Falo do mel do Marão, o anho assado, as maçãs de Basto, os doces conventuais de Amarante, fumeiro de Baião, entre outros.

O “Roteiro Enogastronómico Verde Sentido” tem, assim, uma identidade própria e pretende tornar o Douro e Baixo Tâmega um destino imperdível para cada vez mais visitantes!

Por essa razão o EntreVinhas, em parceria com a AMDBT- Associação de Municípios do Douro e Baixo Tâmega e pela Associação Empresarial de Amarante (AEA), foi experienciar esse “Verde Sentido”, que aqui fica registado em texto, fotografias e vídeo!

ROTEIRO ENOGASTRONÓMICO DO DOURO E BAIXO TÂMEGA

– CABECEIRAS DE BASTO

Casa da Tojeira

Rodeada por 20 hectares de vinha, está uma casa brasonada do séc. XVII. Nesta casa há 7 quartos prontos para receber hóspedes, mas a Casa da Tojeira está também de portas abertas a quem apenas queira conhecer os seus vinhos.

A produção de vinho já é actividade antiga nesta casa, mas nos anos 80 tomou novo rumo pela mão do actual proprietário, Mário Sousa.

Depois de visitar o pequeno museu, a capela e os jardins, subi ao primeiro andar e na casa de jantar fiz a prova de quatro vinhos acompanhada de queijos, enchidos locais e mel caseiro.

Devo dizer que gostei especialmente do Loureiro, com um nariz muito floral a lembrar jasmim ou madressilva, e na boca uma acidez bastante equilibrada com sabor a alperce.

Mas o espumante não ficou nada atrás, feito de Arinto, Azal e um pouco de Chardonnay, bolha fina, muito aromático e elegante.

Fui muito bem recebida na Casa da Tojeira, e não vou esquecer a D. Emília, Minhota de gema, que me preparou as primeiras sopas de cavalo cansado da minha vida! Vinho tinto (geralmente da casta Vinhão), broa de milho e açúcar, era um prato que se comia logo pela manhã para dar energia para um dia de trabalho árduo no campo.

No meu caso, foi apenas um excelente ponto de partida para quatro dias a explorar o Baixo Tâmega.

Mosteiro São Miguel de Refojos

Na companhia da Manuela do Posto de Turismo de Cabeceiras de Basto, fui conhecer o Mosteiro de São Miguel de Refojos. São Miguel é o santo padroeiro de Refojos, uma freguesia do Município de Cabeceiras.

O Mosteiro tem uma longa história – diz-se, bem antes do séc. XII – e passou por muitos proprietários. Hoje é bem visível até em termos arquitectónicos, os diferentes estilos, embora o que impera seja o estilo Barroco. Este estilo é obcecado pela simetria, pelo contraste entre temas religiosos e profanos, é exuberante e decorativo.

Recomendo muito uma visita ao Mosteiro assim como ao Núcleo Museológico de Arte Sacra, mas com tempo para observar todos os detalhes.

Levada de Víbora e Moinho de Reis

Manuela levou-me também a conhecer a Levada de Víbora, uma levada de água ao longo da qual se pode fazer uma caminhada de cerca de 1km, até Moinhos de Rei. O caminho é feito à sombra e em silêncio, apenas ao som da água e do vento a passar na floresta. Uma delícia!

MONDIM DE BASTO

Encosta do Rolão Peneda

Dificilmente se encontra no país um alojamento tão perto da vinha, como na Encosta do Rolão Peneda! Este alojamento rural é composto por dois quartos apenas. Mas não são dois quartos quaisquer, são duas “rolhas”, como lhe chamam.

Estilo glamping, dois quartos independentes feitos de madeira, cada um com a sua varanda em cima da vinha e com vista para o Santuário de Nossa Senhora da Graça.

Tem piscina, cozinha equipada e muitos recantos pela quinta por onde se pode caminhar ou apenas sentar a relaxar.

Dos 7 hectares que rodeiam as “rolhas”, produzem-se três vinhos: branco, rosé e tinto. Todos feitos a partir das castas regionais e que bem representam as Terras de Basto.

Casco Velho Mondim de Basto

Diz-se que foi aqui que nasceu Mondim de Basto. É certamente o centro histórico e uma zona encantadora da cidade. Pelas ruas de granito do Casco Velho, concentram-se muitos restaurantes regionais, todos com o seu toque diferente, mas todos deliciosos.

Os que eu provei, recomendo muito: A Adega Escondidinho – com a sua posta de vitela com migas de couves e feijão – e o Céu da Boca Bistrô.

Céu da Boca Bistrô

Bem no alto do Casco Velho, encontrei o Céu da Boca Bistrô. Disse-me Luis e Susana – os proprietários – que esta era uma antiga vacaria, mas hoje é dos lugares mais animados de Mondim à noite (se quiser lá ir, lembre-se que só servem jantares).

Ambos gostam de receber e fizeram desta casa o espaço para receber amigos, cozinhar vários petiscos e servi-los ao som de música ao vivo.

Como entrada tive direito a uma tábua de pequenas iguarias, todas deliciosas, mas de facto os pastéis de massa tenra caseiros bateram todos outros!

Seguiu-se uma alheira de um talho local, mas uma alheira indescritivelmente boa! Feita em fumeiro e cheia de carne, que Susana apenas grelhou e lhe acrescentou um puré de maçã, para cortar a gordura.

Por fim, a sobremesa da casa: Milhos doces. Uma recriação de Susana de um tradicional puré de milho branco, que normalmente acompanha as carnes, mas que ela transformou em sobremesa.

Não só a comida é boa, como o espaço é muito divertido e os anfitriões uma simpatia. Que mais se pode pedir de um restaurante?

Se ainda tiver tempo para mais uma refeição em Mondim de Basto, falaram-me muito bem da Adega 7 Condes. Um restaurante regional com uma oferta vasta de gastronomia típica portuguesa.

O destaque no menu vai para a Carne Maronesa Certificada e para a carta de vinhos que privilegia as castas autóctones da região. Não tive tempo de provar, mas ficou na lista para uma próxima ida a Mondim!

restaurantes mondim de basto

Fisgas de Ermelo

Nos dias que estive a explorar o Baixo Tâmega, o acesso a Fisgas de Ermelo estava vedado. Mas não posso deixar de recomendar que lá vá!

Trata-se de uma queda de água impressionante em pleno Parque Nacional do Alvão. Pode-se ir de carro, mas para os mais aventureiros, existe um trilho chamado PR3 que o leva até lá, atravessando montanhas e a beleza da Natureza.

Na impossibilidade de ir até Fisgas de Ermelo na minha viagem, fiz na mesma a estrada panorâmica EN304 e encontrei recantos bem bonitos!

CELORICO DE BASTO

Quinta da Raza

Tal como muitas quintas na região do Douro e Baixo Tâmega, também a Raza ganhou o nome do seu lugar. Está na mesma família há 5 gerações, que aqui sempre plantou diferentes culturas: milho, batata, folha de tabaco, vinha e criou gado. Com o passar dos anos, a vinha ganhou importância e hoje é a única cultura, que ocupa já 50 hectares.

Em 2020 inauguraram a loja, um espaço amplo e iluminado onde Davide, responsável do enoturismo, me recebeu.

Davide levou-me de jipe a conhecer parte das vinhas, mas também me apresentou Teresa, a responsável da horta biológica da quinta. Mas Teresa é também quem cuida dos porcos, das galinhas e sempre que é preciso ainda dá “uma perninha” na adega, na altura de engarrafamento e rotulagem!

Na sala por cima da loja – com vista para a vinha – são feitas as provas de vinho. Davide preparou-me uma seleção de vinhos dentro das diferentes gamas: Dom Diogo, Quinta da Raza, Special Family Collection e Raza Pet Nat.

Na região de Celorico de Basto, Azal é das castas mais usadas e foi realmente o Dom Diogo Azal um dos vinhos que mais gostei. Esta gama é gaseificada, por isso é um vinho branco fresco com notas de maçã verde, que acompanhou muito bem a sardinha em conserva que Davide serviu nesta prova.

Desta gama, provei ainda o Dom Diogo Rosé, feito com a casta tinta Padeiro, que me lembrou melancia fresca!

Destaque também para o Special Family Collection, um blend de várias castas brancas e de várias colheitas. Um vinho que tem 12 meses de batonnage em barrica de carvalho francês.

Jardim do Prado e as Camélias

Foi preciso visitar Celorico de Basto para ficar a saber que esta é a Capital das Camélias!

O Jardim do Prado, criado no séc. XVI, situa-se junto à Camara Municipal e faz parte da rota dos jardins históricos de Basto.

Os “Jardins de Basto” são todos inspirados nos jardins ingleses, cuja moda se espalhou por toda a região, e por outras casas do norte, onde as famílias de classe alta tinham propriedades.

Se gosta de Camélias, a melhor altura para visitar este jardim é em Março, durante a Festa Internacional das Camélias, onde consegue ver todas as espécies de Camellia japonica em flor!

Tal é a importância da Camélia para Celorico de Basto, que a Câmara Municipal lançou o desafio à população de criar o primeiro bolo tradicional de Celorico.

Este bolo surgiu, adivinhe… em forma da dita flor! Chama-se Flor de Camélia e é um bolo feito com ovos, açúcar, farinha e licor de camélia. Procure a pastelaria AmelMary para o provar!

RESENDE

Quinta do Outeiro

A Quinta do Outeiro é uma casa senhorial do início do séc. XX, com uma vista linda sobre o rio Douro, em Resende. Após uma restauração, abriu as portas a hóspedes que queiram relaxar nesta zona do Vinho Verde.

Se na frente da casa o cenário é de rio e de vinhas, nas traseiras, encontrei um jardim histórico de 1904, que me fez sentir num filme de fantasia! Lindo, sossegado e bastante inspirador.

Além do hotel, a Quinta do Outeiro também tem uma capela, sala de eventos e adega, onde são feitos os vinhos Rocaille.

Esta marca tem 5 vinhos feitos com Syrah, Tinta Roriz, Chardonnay, Arinto e Loureiro.

Quinta da Massorra

A 350 metros de altitude encontrei o lugar de Massorra e a sua quinta, datada de 1940.

Entre o topo da quinta e lá em baixo o Douro, estão 4 hectares de vinha que se misturam com outros tantos de cerejas (a famosa cereja de Resende), ameixas e abrunhos de diferentes variedades.

A Quinta da Massorra deixa-nos confusos, mas no bom sentido. Está na transição entre as regiões do Vinho Verde e do Douro, em que o rio e as vinhas em socalcos nos fazem sentir naquele lado, mas a frescura dos vinhos lembra-nos que estamos ainda nos Verdes.

Rui Cardoso é da actual geração da família, que deixou o Porto para trás e instalou-se em Resende, para dar continuidade ao projecto agrícola.

Foi também ele o responsável por criar o primeiro enoturismo desta sub-região do Vinho Verde, ao abrir uma pequena loja onde vendia vinho e alguns produtos regionais. Passados 20 anos, o enoturismo da Quinta da Massorra já recebe visitantes de todo o mundo, mantendo sempre o seu perfil familiar e acolhedor.

No que toca aos vinhos, outro Rui (o Cunha) é o enólogo que acompanha a marca desde o início. As castas com que trabalha são Touriga Nacional, Tinta Roriz e Sousão e nos brancos, o Arinto.

Gostei muito deste Arinto e do seu perfil fresco e vegetal, mas também me encantei com o blend tinto 2017, seco, taninos ainda presentes e já algumas notas de folha de tabaco, que certamente iriam ficar bem com uma alheira grelhada do Baixo Tâmega!

Cavaca de Resende

Um bolo de que a população de Resende muito se orgulha e que é, de certa forma, um icon da cidade. E por isso, fui provar! É um bolo fofo, estilo pão-de-ló, mas embebido em calda de açúcar e coberto por um glaceado de açúcar.

Sim, bem doce por isso totalmente recomendado aos mais gulosos. Várias pastelarias em Resende o preparam, portanto basta procurar qual delas tem o mais fresquinho e acabado de fazer.

BAIÃO

Residencial Borges

Aberta desde 1934, a Residencial Borges é um icon de Baião. Seja pelos seus 13 quartos muito acolhedores, seja pelo restaurante de comida regional. Durante a semana têm sempre um prato do dia diferente. Quando chega ao sábado, é impossível resistir ao Cozido à Portuguesa! Já ao domingo, a tradição é o famoso anho assado.

Vê-se que é um restaurante onde as famílias locais vão com regularidade, toda a gente se conhece e se sente em casa.

Fundação Eça de Queiroz

Facilmente associamos Eça de Queiroz à cidade de Lisboa, não fosse “Os Maias” a sua obra mais conhecida. Mas Eça foi um cidadão do mundo e todas as experiências ao longo da sua vida, estão de alguma forma retratadas nos seus livros.

Quem leu “A Cidade e as Serras” certamente vai reconhecer muitos dos espaços da casa de Vila Nova em Santa Cruz do Douro (Tormes).

Esta casa, herdada pela sua mulher Emilia, foi lugar de grande inspiração para o escritor onde passou longos e pacatos dias, contrastando com a vida cosmopolita que levava em Paris.

A casa é, desde 1990, a Fundação Eça de Queiroz. E está quase tal e qual ficou desde que a última descendente de Eça lá viveu. Podemos visitar a sala de estar, sala de jantar, cozinha, quarto de Eça e no fim, a adega com os seus lagares de granito.

Mas melhor do que circular por uma casa onde toda a mobília, loiça, toalhas e livros estão intactos, é ouvir as histórias contadas pela experiente guia Sandra.

Recomendo vivamente uma visita a este lugar e conhecer um pouco melhor a vida (e a cabeça) do fascinante e genial Eça de Queiroz.

Caminhos de Jacinto e a Estação de Aregos

Voltando a “A Cidade e as Serras”, quem leu lembra-se certamente da personagem Jacinto e de como este teve que subir de égua desde a estação de Aregos à Quinta de Vila Nova. Este mesmo caminho pode ser percorrido ainda hoje, com a companhia da Associação Caminhos de Jacinto.

O percurso é feito serra acima, pelo meio de vinhas, floresta e vista para o Douro. São cerca de 3 kms que, embora cansativos, se fazem com gosto pela beleza da paisagem e pelo encanto das memórias deixadas por Eça de Queiroz.

Bem no início do percurso, recomendo abastecer-se com comida e bebidas no espaço da Associação. Situado num antigo armazém de mercadorias da estação de Aregos, onde o comboio branco e amarelo continua a fazer as suas viagens ao longo do Douro.

Casa de Silvares

Esta casa, no topo de Baião, é o espaço ideal para ir de férias em família ou com um grupo de amigos. Um alojamento local com três quartos duplos, sala de jantar, cozinha, sala de jogos, piscina e quase 3 hectares de propriedade para fazer caminhadas.

Quem cuida de tudo é Margarida Amorim, que com certeza o vai receber tão bem quanto me recebeu a mim!

Sabendo o propósito da minha visita à região, Margarida fez questão de ter à mesa uma boa selecção de vinhos. Convidou, assim, os vizinhos produtores do 1000 Curvas para um jantar bastante descontraído, animado e com boa comida caseira, feita pela anfitriã!

No dia seguinte, Margarida ainda se juntou a mim ao pequeno-almoço para que eu não comesse sozinha numa mesa tão grande. Nesta mesa não faltou o mel Vale do Grilo, um dos produtos endógenos e tão importantes para o Douro e Baixo Tâmega (e que eu sou particularmente fã!)

AMARANTE

Quinta de Silvoso

Pequeno projecto familiar no lugar de Silvoso. Quando digo “pequeno” e “familiar” refiro-me mesmo a 4 pessoas apenas: Artur – o enólogo – os seus pais e a sua namorada. Cada um com a sua função, mas acabam por todos participar em todas as tarefas da adega.

Ainda estão a dar os primeiros passos no enoturismo. Na verdade, foi a curiosidade dos clientes do vinho em conhecer a adega, que fez a família começar a abrir portas a visitas!

Actualmente, entre brancos, rosés e tintos, a Quinta de Silvoso tem 5 vinhos e 3 espumantes. Todos os vinhos são ligeiramente gaseificados, como manda a tradição no Vinho Verde, incluindo o vinho tinto feito 100% com a casta Vinhão.

Gostei especialmente do monocasta Azal, cujo gás e acidez natural da casta lhe dão uma boa frescura. Foi o vinho que escolhi para me sentar lá fora no baloiço do jardim a aproveitar o sossego de Silvoso.

Doces Conventuais de Amarante

Já visitei várias vezes esta cidade e certamente irei voltar. É, para mim, das cidades mais bonitas do nosso país!

Fazer uma caminhada a pé por Amarante é a melhor forma de conhecer este lugar. Por isso, fui ao Posto de Turismo onde me recomendaram fazer o Trilho dos Castanheiros ao longo do Tâmega. Ao fundo, atravessei o rio pelo caminho de pedra.

Do outro lado, A Casa das Lérias esperava-me para uma degustação de doces conventuais de Amarante com vinho!

Provei 5 doces: Papos de Anjo, Foguetes de Amarante, São Gonçalo, Brisas do Tâmega e claro, as famosas Lérias. Os vinhos à prova foram o branco Almares Alvarinho e o rosé Ouro Verde Espadeiro.

A minha combinação favorita foi as lérias com o vinho branco e os foguetes com o rosé. Esta degustação não foi exclusiva para mim, está disponível todos os dias na pastelaria da Casa das Lérias!

MARCO DE CANAVESES

A Tasca da Joana

Não conheço muitos restaurantes em Marco de Canaveses, mas este é seguramente imperdível. É daqueles lugares divertidos, boa onda, ideal para levar um grupo de amigos a almoçar.

A Tasca da Joana é conhecida pelas suas mega tábuas de petiscos onde junta desde enchidos, queijos, fruta, camarão, salgadinhos e ainda marshmallows!

Não esquecer também a variedade de folhados e uma excelente selecção de vinhos, um pouco de todo o país, mas com destaque para os produtores locais. Uma experiência muito boa!

Cidade Romana Tongobriga

Tongobriga, em Marco de Canaveses, é hoje um museu a céu aberto. Mas há 1900 anos era uma cidade onde viviam cerca de 2500 pessoas. Nessa altura, o espaço era partilhado pelo povo Castrejo e Romano. Com os anos, os Romanos ganharam dimensão e as suas construções, rituais e organização de vida, impuseram-se.

Actualmente, é possível fazer visita guiada a esta antiga cidade e ficar a conhecer mais em pormenor o dia-a-dia desta civilização, que centrava grande parte da sua acitvidade profissional e social em torno dos banhos – lugar de lazer e de negócios – e do fórum – para trocas comerciais.

Uma verdadeira viagem no tempo que nos ensina muito sobre a vida no séc. II mas também sobre muitas técnicas ainda hoje usadas.

Quinta de Santo António Hotel & Villas

Bem em cima do rio Tâmega, e na intersecção com o rio Douro, abriu o Quinta de Santo António Hotel & Villas, há cerca de um ano.

O mais recente hotel de Marco de Canaveses, tem quartos individuais no edifício principal, assim como villas (apartamentos) independentes, mais direccionadas para famílias.  No centro, está a piscina infinita com vista para o hectare de vinha de onde sairá, em breve, o primeiro vinho da casa.

Para jantar, como a noite estava quente, optei por pedir um cesto de picnic, que o hotel prepara para os seus hóspedes. Podia escolher o lugar que eu quisesse dentro da propriedade e foi mesmo no deck sobre o lago da quinta que estendi a toalha xadrez branco e vermelho.

Dentro do cesto tinha pão e enchidos, fruta e uns salgados e ainda uma garrafa de vinho Casa Vilacetinho bem fresca!

Este picnic sobre o rio Tâmega foi, sem dúvida, o final perfeito deste Roteiro Enogastronómico do Douro e Baixo Tâmega!

Recomendo acompanhar as redes sociais do “Verde Sentido” para ir sabendo as novidades deste projecto.